O Governo Federal lançou, nesta segunda-feira (4), o programa Novo Desenrola Brasil, voltado à renegociação de débitos de brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
A iniciativa contempla dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi estruturado em quatro eixos: famílias, estudantes com Fies, empresas e agricultores.
“Desenrola Família é a principal linha, com acesso simplificado para quem ganha até cinco salários mínimos. Basta procurar o banco”, afirmou.
Uma das principais novidades é a possibilidade de utilização do FGTS. O trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil (o que for maior) para pagamento de débitos.
A estimativa é que até R$ 8,2 bilhões sejam liberados. Para garantir a quitação, o valor será transferido diretamente pela Caixa Econômica Federal ao banco credor.
O programa oferece condições mais acessíveis, com:
Além disso, dívidas de até R$ 100 poderão ser perdoadas pelas instituições financeiras.
Para viabilizar o programa, o governo pretende criar um fundo garantidor com recursos públicos, estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, além de um aporte adicional de até R$ 5 bilhões.
Quem aderir ao programa ficará impedido de acessar plataformas de apostas online por um período de um ano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a medida como forma de evitar o endividamento contínuo. “Não adianta renegociar dívidas e continuar perdendo dinheiro em apostas”, afirmou.
Segundo o Banco Central do Brasil, cerca de 117 milhões de brasileiros tinham dívidas com instituições financeiras no fim de 2024, cenário que o programa busca amenizar com melhores condições de pagamento e incentivo à regularização financeira.