Pequenos municípios dominam ranking dos maiores gastos com cachês do São João 2026 em Pernambuco

22 de junho de 2026
Francisco Neto por Francisco Neto

Os maiores investimentos em cachês para o São João 2026 em Pernambuco não estão concentrados apenas nas grandes cidades. Levantamento do Painel de Transparência dos Festejos Juninos 2026 mostra que seis dos dez municípios que mais gastaram com atrações juninas têm menos de 50 mil habitantes, classificação considerada de pequeno porte pelo IBGE.

Na lista dos maiores valores pagos por prefeituras pernambucanas, Caruaru lidera com folga. Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes aparecem ainda Vitória de Santo Antão, Petrolina e Garanhuns.

O caso que mais chama atenção

O exemplo mais emblemático vem de Santa Terezinha, no Sertão do Pajeú. Com pouco mais de 10,5 mil habitantes, o município aparece na 9ª posição estadual, com R$ 1,23 milhão já destinados a cachês.

Serão apenas três dias de festa, entre 4 e 6 de julho, com atrações como Mastruz com Leite, Luan Estilizado e Henry Freitas, este último contratado por R$ 600 mil.

Casinhas entra no ranking

Em Casinhas, no Agreste Setentrional, os cerca de 13,5 mil moradores viram o município alcançar a 8ª colocação, com R$ 1,24 milhão investidos nas festividades.

O maior cachê individual foi o da banda Arreio de Ouro, contratada por R$ 180 mil.

Caetés entre os líderes

Caetés, no Agreste Meridional, aparece como o 3º município que mais gastou no estado, atrás apenas de Caruaru e Vitória de Santo Antão.

A cidade, com cerca de 30 mil habitantes, destinou R$ 1,67 milhão à programação junina. O maior cachê é do cantor Léo Magalhães, com R$ 500 mil.

Afogados e Petrolândia

Afogados da Ingazeira ocupa a 5ª posição, com R$ 1,42 milhão em cachês. Entre as atrações estão Taty Girl, Fundo de Quintal e Detonautas.

Logo atrás aparece Petrolândia, com R$ 1,35 milhão. O maior cachê foi da dupla Iguinho e Lulinha, contratada por R$ 450 mil.

Aliança fecha a lista

Fechando o grupo dos pequenos municípios no top 10, Aliança, na Zona da Mata Norte, investiu R$ 1,26 milhão nas festividades.

O principal nome da programação é Zezo Potiguar, com cachê de R$ 490 mil.

Debate sobre prioridades

Os números reacendem o debate sobre o equilíbrio entre investimentos culturais e outras demandas dos municípios. Enquanto defensores das festas destacam o impacto econômico e turístico do São João, críticos questionam se cidades de pequeno porte conseguem sustentar gastos milionários em cachês sem comprometer outras áreas da administração pública.

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