Pesquisas divergentes acirram disputa pelo Governo de Pernambuco e levantam questionamentos

10 de abril de 2026
Francisco Neto por Francisco Neto

Duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana trouxeram retratos bastante distintos da corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026, evidenciando um cenário ainda incerto e sujeito a mudanças.

De um lado, levantamento do instituto Veritá, realizado entre os dias 24 e 30 de março, aponta empate técnico na liderança entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), ambos com 15,6% das intenções de voto. O estudo também revela um alto índice de eleitores indecisos (18%) e um número significativo de votos brancos e nulos (12,5%), indicando um eleitorado ainda pouco definido.

Na sequência aparecem Anderson Ferreira (12,1%), Gilson Machado (10%), além de nomes como Eduardo Moura, Ivan Moraes e Alfredo Gomes.

Já a pesquisa do instituto Real Time Big Data, realizada poucos dias depois, entre 6 e 7 de abril, apresenta um cenário completamente diferente. Nela, João Campos surge com ampla vantagem, atingindo 50% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Raquel Lyra. Os demais candidatos aparecem com percentuais bem inferiores, enquanto o número de indecisos cai para apenas 3%.

No segundo turno, a vantagem de Campos se mantém: 52% contra 40% da atual governadora.

A discrepância entre os dois levantamentos chama atenção e levanta questionamentos sobre os diferentes métodos utilizados pelos institutos, além do momento em que as entrevistas foram realizadas. Enquanto a pesquisa Veritá capta um eleitorado mais fragmentado e indeciso, o levantamento da Real Time sugere uma definição mais clara do voto por parte dos pernambucanos.

Especialistas apontam que fatores como metodologia de coleta, abordagem dos entrevistados, tamanho e perfil da amostra, além do contexto político recente, podem influenciar diretamente nos resultados apresentados.

Outro ponto relevante é a margem de erro: 2,5 pontos percentuais no caso da Veritá e 2 pontos na pesquisa Real Time. Ainda assim, a diferença entre os cenários apresentados vai além dessas variações estatísticas, reforçando a percepção de que o quadro eleitoral ainda está em formação.

Diante desse cenário, analistas recomendam cautela na interpretação dos dados e destacam a importância de acompanhar a evolução das próximas pesquisas para compreender melhor o comportamento do eleitorado.

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