Duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana trouxeram retratos bastante distintos da corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026, evidenciando um cenário ainda incerto e sujeito a mudanças.
De um lado, levantamento do instituto Veritá, realizado entre os dias 24 e 30 de março, aponta empate técnico na liderança entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), ambos com 15,6% das intenções de voto. O estudo também revela um alto índice de eleitores indecisos (18%) e um número significativo de votos brancos e nulos (12,5%), indicando um eleitorado ainda pouco definido.

Na sequência aparecem Anderson Ferreira (12,1%), Gilson Machado (10%), além de nomes como Eduardo Moura, Ivan Moraes e Alfredo Gomes.
Já a pesquisa do instituto Real Time Big Data, realizada poucos dias depois, entre 6 e 7 de abril, apresenta um cenário completamente diferente. Nela, João Campos surge com ampla vantagem, atingindo 50% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Raquel Lyra. Os demais candidatos aparecem com percentuais bem inferiores, enquanto o número de indecisos cai para apenas 3%.
No segundo turno, a vantagem de Campos se mantém: 52% contra 40% da atual governadora.

A discrepância entre os dois levantamentos chama atenção e levanta questionamentos sobre os diferentes métodos utilizados pelos institutos, além do momento em que as entrevistas foram realizadas. Enquanto a pesquisa Veritá capta um eleitorado mais fragmentado e indeciso, o levantamento da Real Time sugere uma definição mais clara do voto por parte dos pernambucanos.
Especialistas apontam que fatores como metodologia de coleta, abordagem dos entrevistados, tamanho e perfil da amostra, além do contexto político recente, podem influenciar diretamente nos resultados apresentados.
Outro ponto relevante é a margem de erro: 2,5 pontos percentuais no caso da Veritá e 2 pontos na pesquisa Real Time. Ainda assim, a diferença entre os cenários apresentados vai além dessas variações estatísticas, reforçando a percepção de que o quadro eleitoral ainda está em formação.
Diante desse cenário, analistas recomendam cautela na interpretação dos dados e destacam a importância de acompanhar a evolução das próximas pesquisas para compreender melhor o comportamento do eleitorado.